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Como o aumento da taxa Selic impacta nos negócios? Entenda


Como o aumento da taxa Selic impacta nos negócios? Entenda

Nos últimos anos, especificamente, entre 2019 e 2020, a taxa Selic entrou em uma rotina de quedas mensais. Ela, inclusive, chegou ao patamar de 2% ao ano. Situação que durou até o fim de 2020 e que apresenta agora um caminho inverso — devido à alta da inflação mais a crise econômica por causa da pandemia, os jornais vêm noticiando o aumento da taxa Selic, com previsões de que ela chegue, até o final de 2021, a valer 7%.

Mas o que isso tem a ver com o seu negócio? Em um primeiro momento, essa taxa influencia bastante a economia de uma forma geral. Porém, sua alteração pode ser crucial para algumas iniciativas do negócio.

Aqui neste texto, vamos apresentar quais são as principais influências. Confira!

O que é a taxa Selic?

Selic é uma abreviação para as palavras Sistema Especial de Liquidação e Custódia. O nome já indica que ela é não só uma taxa básica de juros, mas também, uma forma de o Banco Central controlar o quanto de dinheiro circula na economia.

Como ela funciona?

Você deve estar se perguntando: como a cobrança de uma taxa consegue controlar o dinheiro? Ela não deveria evitar o gasto, justamente para não precisar pagá-la?

Bem, a pergunta anterior explica bem como o BACEN (Banco Central) utiliza a taxa. Em resumo, a cada 45 dias, por meio do Copom (Comitê de Política Monetária), um órgão relacionado ao Banco Central, se decide qual será o valor dessa taxa. Essa decisão, é claro, é tomada de acordo com as condições do mercado no momento.

Até porque, a taxa afeta os valores dos juros de diferentes operações da economia. Inclusive, é a base para a cobrança de empréstimos e financiamentos, afetando diretamente o desempenho dos bancos. Um exemplo: se uma instituição tem muitas saídas de dinheiro, ela precisará fazer concessões de crédito para não fechar o dia em vermelho.

Portanto, a taxa Selic determina o quanto de custo os bancos terão. Quando ela está alta, a tendência é que as instituições evitem pegar dinheiro para não pagar mais caro. Também, mesmo que elas façam empréstimos, geralmente, os custos são repassados em outras operações de crédito para os seus clientes, sejam pessoas físicas ou empresas.

Qual é o impacto na economia geral?

A inflação, ou seja, o poder de compra vs. o valor dos itens de consumo, é sempre uma variável complicada para a economia — quanto maior, mais o dinheiro perde valor. Curiosamente, ela tende a se elevar à medida que as pessoas consomem e, muitas vezes, para evitar que ela aumente, o Governo decide alterar a taxa Selic, aumentando- a, para que o poder de compra diminua.

Então, se os juros estão muito altos, as pessoas evitam fazer empréstimos e reduzem seu consumo. Porém, o Governo pode fazer o efeito inverso se perceber que a economia está em um ritmo desacelerado. Logo, o Banco Central reduz a taxa Selic para que as pessoas busquem mais créditos e consumam mais.

Vamos de um exemplo prático: imagine uma loja com uma prateleira cheia de latas de óleo. Como houve uma promoção que reduziu o seu valor em 50%, as pessoas não param de comprar, justamente pelo dinheiro ser suficiente.

No entanto, a loja está tendo problemas para repor as latas, qual é a solução? Eles aumentam o valor do óleo em 150%, o que causa uma redução de consumo e, consequentemente, restam produtos. Isso ajuda o estabelecimento a repor por um tempo, mas começa-se a sobrar muitas latas. Então, decide-se voltar ao valor anterior.

Como a taxa Selic afeta os negócios?

O impacto mais evidente nos negócios é em relação aos empréstimos. As operações de crédito, com taxas maiores, tendem a afastar a possibilidade de conseguir mais dinheiro. Desse modo, as empresas limitam a possibilidade de fazer investimentos, comprar maquinários ou investir em qualquer outra melhoria.

Se as companhias têm menos poder de compra, é comum que o ritmo dos negócios diminua. Inclusive, afeta até o consumo de produtos e serviços de outras empresas, logo, há uma oferta maior e o preço diminui.

Como uma empresa pode lidar com as variações da taxa Selic?

No fim das contas, a taxa Selic tem um poder muito maior do que só indicar o valor dos juros. Do que estamos falando? As suas alterações são exatamente para controlar outra variante, que é a inflação e, assim, manter a economia mais equilibrada.

Acontece que, como estamos trabalhando com variáveis, elas nunca permanecerão iguais. Elas se alteram e mudam e a melhor maneira de não ser afetado de maneira drástica é se adaptando. Existem três situações principais que uma empresa pode enfrentar. Veja abaixo!

Selic menor

Nesse caso, se a inflação está aumentando, mas o Copom ainda não alterou o valor da taxa, tenha em mente que a tendência é que aumente no futuro. É possível que o custo dos empréstimos seja mais barato agora do que daqui a alguns meses.

Selic maior

Já quando a taxa básica de juros está alta, atenção com a inflação. Em algum momento, ela diminuirá e como efeito, a Selic terá que ser reduzida. Nesse período, uma boa opção para conseguir crédito são as fintechs, já que não há tanta burocracia quanto as instituições tradicionais e o processo é mais rápido.

Já tenho empréstimos

Bem, nesse caso, se a Selic está alta, é um bom momento para rever a gestão de sua empresa. É importante acompanhar as parcelas e que elas façam parte do orçamento mensal do negócio. Além disso, se houver mais dinheiro no seu caixa, aproveite para antecipar as parcelas ou repassar os custos para os clientes. Afinal, se os preços estão aumentando por causa da inflação, é a hora de alterar os seus também.

De qualquer maneira sempre se atente para a realidade da sua empresa. As dicas acima podem não funcionar para todos, por isso, é importante que a gestão acompanhe as suas finanças constantemente.

Neste texto, falamos sobre o aumento da taxa Selic e como ela impacta na economia e também nos negócios. Salientamos que ela é uma importante medida para entender como a economia se mantém aquecida e quando o dinheiro está circulando em excesso.

Este post foi útil para você? Continue aprendendo sobre o mercado brasileiro, acesse o nosso texto sobre o futuro do crédito!