Qual a importância do compliance e gestão de riscos para grandes empresas?

Sua empresa trabalha seguindo regras de compliance e gestão de riscos? Ignorar esses dois mecanismos de controle pode representar uma série de complicações para qualquer negócio, desde o ponto de vista financeiro até o que diz respeito às questões éticas.

Por isso, é importante entender com profundidade esses conceitos, compreendendo sua relevância e de que forma eles devem ser aplicados à estratégia dos negócios. Indicar os primeiros passos para esses pontos é justamente o objetivo deste artigo. Boa leitura.

O que são compliance e gestão de riscos?

De forma objetiva, tanto o compliance quanto a gestão de riscos atuam com o mesmo objetivo: resguardar os ativos da companhia, sejam eles físicos, legais ou mesmo de reputação. No entanto, ainda que eles possam trabalhar em paralelo, existem algumas distinções entre eles, conforme apontaremos nos tópicos a seguir.

Compliance

O termo compliance não pertence ao português. Ele é derivado do verbo inglês “to comply”. Dessa forma, numa tradução livre, poderíamos dizer que ele indica a capacidade de agir em conformidade com as regras.

Então é por isso que essa costuma ser a definição mais adotada para esse termo: o compliance seria a capacidade de uma empresa adotar processos e práticas de acordo com a legislação vigente.

O compliance faz com que empresas tenham que adequar suas regras em todas as instâncias de atuação, o que inclui colaboradores, fornecedores e eventuais relações com órgãos públicos. Além disso, um programa de compliance deve prever mecanismos de controle interno, para certificar que tudo esteja saindo em conformidade e lidar da melhor forma possível caso sejam identificados eventuais desvios.

Ao evitar esses desvios, o complicance age para evitar prejuízos operacionais, financeiros e de reputação. Todos eles, em alguma medida, podem comprometer a continuidade do negócio, o que só reforça a importância dessas políticas.

Gestão de riscos

A gestão de riscos, por sua vez, é o conjunto de ações adotadas para evitar que a empresa seja afetada por eventos incertos ou imprevistos, sejam eles internos ou externos. De uma forma ampla, ela também pode ser compreendida como o não aproveitamento de cenários positivos, o que acarreta prejuízos.

Com isso, a gestão de riscos é feita com base na identificação de incertezas ou pontos falhos em processos, estimar quais danos podem surgir por isso e o que pode ser feito para reduzir as chances de que essas possibilidades se concretizem.

Imagine, por exemplo, uma fábrica que não certifica o estado de conservação da fiação elétrica. Nesse caso, um bom gerenciamento de riscos agirá para que esse problema seja resolvido, mitigando a chance de um incêndio;

O mesmo vale para as finanças: um bom gerenciamento de risco pode estimar as hipóteses de queda no faturamento em determinado período e projetar quais medidas o departamento financeiro deve tomar para minimizar o problema, caso ele venha mesmo a acontecer.

Quase sempre, a gestão de riscos e o compliance atuam lado a lado, uma vez que isso incrementa os resultados obtidos. Enquanto o compliance reforça a necessidade de todos os processos serem feitos em conformidade com o que determina a lei, a gestão de riscos mapeia e calcula os imprevistos que podem atingir a companhia.

Portanto, é possível afirmar que um programa de compliance não pode atuar sem um planejamento de riscos e vice-versa. As indicações de conformidade nos processos do compliance aliviam o trabalho da gestão de riscos, já que parte dos problemas é evitado somente a partir da adoção desses parâmetros de atuação.

Qual a importância do compliance?

O compliance foca, sobretudo, na manutenção da solidez institucional da empresa. A recente onda de esquemas de corrupção no Brasil (e mesmo no mundo) reforçou isso, isolando companhias que não demonstrem essa preocupação, que veem sua reputação diante da opinião pública bastante comprometida. Essa e outras questões estão entre os principais pontos que reforçam a importância do compliance, conforme indicamos abaixo.

Ética e transparência

Empresas que mantém e demonstram ter conceitos como a ética e a transparência entre seus valores tendem a melhorar sua reputação no mercado, já que indica que todos os processos do negócio são feitos conforme as melhores práticas dentro da legislação vigente. Esse aumento de credibilidade aumenta as chances de conquistar novos clientes e fidelizar os que já estão com seu negócio.

Administração financeira

Ao atuar evitando problemas jurídicos, o compliance reduz os custos necessários para arcar com essas questões, que muitas vezes resultam em multas pesadas ou mesmo na suspensão das atividades do negócio.

Eficiência e ganho de produtividade

A adoção de medidas de compliance faz com que todos os processos tenham um guia para servir de norte, indicando normas técnicas e padrões de comportamento esperados nas mais diversas situações. Como resultado, é esperado um ganho na eficiência.

Temos também um maior engajamento por parte dos colaboradores, que se sentem mais motivados e valorizados por atuarem em uma empresa que preza pela condução transparente do negócio.

Qual a relevância da gestão de riscos?

Agora que você sabe quais as vantagens do compliance, veja quais motivos aumentam a relevância da gestão de riscos.

Aumenta a vantagem competitiva

Se sua empresa adota a gestão de riscos, ela tende a estar alguns passos na frente daquelas que não tomam tal cuidado. Essa vantagem competitiva será reconhecido pelo mercado. Por outro lado, empresas que ignoram isso estão expostas a problemas que podem comprometer sua continuidade.

Minimiza as chances de crise

A melhor forma de evitar que sua empresa não apareça no noticiário de forma negativa é evitando problemas ocasionados por má condução ou desvios éticos no processo. E isso é justamente o que a gestão de riscos propõe.

Reduz perdas

A gestão de riscos não só aumenta a eficiência dos recursos empregados como reduz perdas provenientes de processo que estão aquém do esperado, o que auxilia na gestão financeira do negócio.

A saúde da empresa está fortemente ligada à adoção de práticas sólidas de compliance e gestão de riscos. Tais medidas favorecem muito o equilíbrio do negócio e permitem que ele possa se desenvolver e prosperar.

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