Afinal, o que fazer diante de uma crise econômica?

Embora toda crise econômica traga consigo problemas, também é verdade que, com ela, vêm as oportunidades. Se considerarmos que, hoje, o Brasil caminha para uma das maiores crises — pelo menos nos tempos do Real —, também podemos dizer que estão por vir chances de crescer inigualáveis.

Crises costumam se caracterizar por um problema comum: a disseminação da incerteza. Sendo assim, quem estiver preparado para reduzi-las terá grande vantagem e tende a prosperar, a despeito do panorama pessimista.

Leia este conteúdo e saiba como fazer para reverter um cenário ruim, transformando-o em um verdadeiro atalho para o crescimento.

Os impactos de uma crise econômica para a empresa

As incertezas geram uma série de desafios porque podem mudar totalmente o rumo de uma empresa. Saber como lidar com a crise, portanto, é o que diferencia aquelas que sobrevivem das que ficam pelo meio do caminho.

Os impactos financeiros, afinal, são sentidos por todos — e que não se pense que as grandes organizações e sociedades anônimas estão imunes à crise. Muito pelo contrário, talvez elas sejam as mais afetadas em fases de estagnação da economia, já que, para lucros maiores, os prejuízos são proporcionais.

São as micro e pequenas empresas (MPEs) as que mais sofrem com os problemas econômicos. Diferentemente das empresas de grande porte, elas não contam com uma reserva de mercado grande o bastante para sustentar suas operações. Além disso, como não dispõem de reservas financeiras mais robustas, ficam sem ter de onde tirar recursos para compensar as perdas em momentos de receitas reduzidas.

As classificações de uma crise econômica

Tal como uma enfermidade, uma crise econômica pode começar de forma branda e, com o tempo, vir a se agravar. De qualquer forma, há também crises causadas por fatores externos e repentinos, como é o caso da pandemia de Coronavírus.

Quem pretende sair de um momento de instabilidade econômica precisa saber identificá-lo para, a partir disso, tomar as medidas adequadas. Por analogia, seria como ter um carro parado sem saber exatamente o que causou a pane. Você pode até dar um tranco, mas será que com isso você não estaria causando outro problema? Seria possível fazer o carro voltar a andar com uma solução mais simples e menos arriscada? 

Antes de arregaçar as mangas, recomenda-se entender qual é a real conjuntura da economia em crise: de recessão ou depressão.

Recessão

Um consenso entre especialistas em economia é de que uma recessão se caracteriza por dois trimestres consecutivos de queda no PIB, o Produto Interno Bruto. Outro consenso é de que recessões afetam com mais força as empresas que produzem bens de capital, ou seja, veículos, máquinas ou que fabricam matérias-primas para outras indústrias.

As recessões também têm como traço inconfundível provocar prejuízos expressivos aos empreendedores, já que, normalmente, são precedidas de um período de expansão. É quando a oferta de crédito aumenta e muitos donos de pequenos negócios, levados pela euforia, contraem dívidas. Vem a recessão e, com a redução dos lucros, eles se veem impossibilitados de pagar, aumentando a inadimplência.

Depressão

Passado o período considerado crítico para se configurar uma recessão, existem duas alternativas: a economia voltar a acelerar ou, de outra forma, ela se agravar e ser uma depressão econômica. Tanto é assim que uma depressão nada mais é do que o aprofundamento de uma recessão, segundo a maioria dos especialistas em economia.

Os problemas econômicos passam a ser mais complexos, o endividamento se agiganta e, no longo prazo, as perspectivas são de piora geral. Por outro lado, em períodos assim costumam aparecer as soluções mais criativas e com maior potencial de crescimento. 

Veja, por exemplo, a história do Airbnb, a rede mundial de compartilhamento de quartos. Ela nasceu justamente quando seus fundadores estavam sem dinheiro para pagar o aluguel do quarto em que viviam em São Francisco, nos Estados Unidos, e quando a cidade estava passando por um grave déficit de vagas para turistas.

O cenário econômico brasileiro

O Brasil se encontra hoje, pelo menos se considerarmos as estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI), na mais grave depressão econômica desde 1990. A previsão de retração para a economia em 2020 é de 5,3%, superando o encolhimento daquele ano, registrado em 4,35%, conforme uma matéria publicada no portal UOL.

O atual estágio de deterioração econômica começa em 2016, quando a crise no Brasil estava começando a se consolidar. É nesse ano que se configura a crise fiscal nos estados e a reforma da Previdência entra em pauta — e todas as incertezas que ela gera. Além disso, em 2016 os juros aumentaram substancialmente, e com isso, a confiança dos investidores caiu, desacelerando a economia.

O que fazer para contornar uma crise econômica

Uma depressão não se supera do dia para a noite, tampouco com soluções instantâneas ou milagrosas. Acima de tudo, é preciso muito trabalho, paciência e resiliência para transformar uma crise em uma oportunidade real. Veja como fazer isso.

Inove

O exemplo da Airbnb vem bastante a calhar porque ilustra o quanto uma crise pode ser revertida, até mesmo nos piores cenários. Para isso, é necessária uma boa dose de coragem e criatividade para enxergar uma chance de empreender em uma fase ruim da economia.

Mude o foco dos seus pensamentos

Outro exemplo que os fundadores da Airbnb nos dão é que as soluções só aparecem quando voltamos nossas energias e pensamentos para elas. Assim sendo, o melhor a se fazer em momentos de crise econômica é trabalhar e pensar sempre em soluções. 

Encontre novas oportunidades

Com o desemprego na casa dos 12%, não dá para contar com o mercado de trabalho como única alternativa para a geração de renda. Mais do que nunca, é preciso diversificar, e nesse sentido, quando mais frentes de trabalho forem abertas, melhor.

Já que destacamos o Airbnb, a economia compartilhada talvez seja uma das melhores saídas para quem quer gerar rendimentos extras. Não deixe de aproveitar se você tem espaço na sua casa, um veículo ou bens que possam ser usados para empreender.

Faça um plano de negócio

O empreendedorismo por necessidade ainda é recorrente no Brasil, e em um contexto de depressão na economia, ele tende a se acentuar. Embora não seja um problema em si, quando se começa um negócio dessa forma, a tendência é que etapas importantes sejam puladas.

Entre elas está a elaboração de um plano de negócio, no qual a empresa a ser iniciada define seus objetivos, os recursos disponíveis e mapeia o mercado em que deve atuar.

Uma boa maneira de se fazer um plano de forma descomplicada é acessar a ferramenta Plano de Negócio 3.0 do Sebrae. Basta instalar o software e seguir as orientações para começar a organizar a sua nova empresa de forma simples.

Como vimos, uma crise econômica não é o fim. Pelo contrário, ela pode ser o início de uma nova fase de crescimento. Para que isso seja possível, é importante que você mantenha a cabeça no lugar e comece colocando em práticas as dicas que acabou de aprender. Então, mãos à obra?

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