Guia prático para evitar a inadimplência na empresa

Evitar a inadimplência está, definitivamente, na ordem do dia. As pesquisas revelam um quadro ainda preocupante, em que o número de empresas endividadas atingiu a maior alta em um período de sete anos. Os dados são da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), junto ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC).

O aumento registrado no último levantamento foi de 9,36% entre setembro e agosto de 2018, o que gera reflexos negativos para a economia. Para as empresas inadimplentes, aumentam as dificuldades para obtenção de crédito empresarial. E, para você, que vende produtos ou serviços, há toda uma demanda reprimida e uma percepção de insegurança para as vendas a prazo com clientes pessoa jurídica.

Para evitar o aumento dessas estatísticas nada promissoras, não há outro caminho que não seja driblar os maus pagadores. Ficou interessado? Veja as soluções que estão ao seu alcance em um guia feito para você!

Faça uma boa análise de crédito

Antes impedir um incêndio do que ter que apagá-lo, concorda? Partindo dessa analogia, para evitar a inadimplência, você poderá se antecipar por meio de uma análise de crédito precisa. Veja bem, não significa que seu negócio permanecerá blindado a todos que vierem a pedir crédito, até porque, se assim o fizer, você venderá menos.

Um processo de avaliação eficiente é aquele que afasta o mau pagador antes mesmo que ele pense em pedir crédito. Ao mesmo tempo, não chega a ser tão restritivo, a ponto de afugentar as pessoas em condições de assumir pagamentos parcelados.

Se veio à sua lembrança a palavra equilíbrio, então, você está no caminho certo. Alguns métodos à disposição para uma análise bem refletida são:

  • consultas aos órgãos de proteção ao crédito;
  • registros de compras junto ao seu estabelecimento;
  • histórico de relacionamento;
  • análise documental.

Em relação à avaliação dos registros de compras anteriores e o histórico de relacionamento, tudo dependerá da manutenção de um registro permanentemente atualizado. Existem softwares desenvolvidos para fazer o papel de “varredores” virtuais, ou seja, as informações socioeconômicas dos seus clientes cadastrados são atualizadas em tempo real.

Isso é possível por meio de robôs, que consultam bancos de dados de acesso público, redes sociais e outros repositórios abertos à pesquisa.

Envie lembretes de vencimento

Mantendo a linha de impedir o incêndio antes que a primeira fagulha se acenda, é fundamental que você se antecipe à inadimplência, lembrando seus clientes sobre seus pagamentos. Nesse aspecto, se sua empresa contar com um banco de dados em que o histórico comercial seja amplo, melhor.

Por exemplo, imagine um cliente que compra com você há cinco anos. Em seus registros, é possível identificar que ele sempre paga suas parcelas no dia 15 de cada mês. Logo, é prudente que seus lembretes sejam sempre enviados antes dessa data, já que é nela que o cliente costuma honrar seus compromissos.

Faça isso com todos os que estiverem com duplicatas em aberto e, provavelmente, sua taxa de inadimplência será reduzida no médio e curto prazo.

Incentive o pagamento à vista

O pagamento à vista é sempre a melhor opção, e não apenas porque você recebe tudo de uma só vez. Desde que seu negócio incentive as pessoas da maneira certa, você poderá até atrair aquelas que estão com restrições de crédito.

Ou seja, é como matar dois coelhos com uma só cajadada. Por um lado, você consegue evitar a inadimplência, e por outro, traz de volta aqueles que estão impossibilitados de fazer compras a prazo. Para isso, procure adotar medidas como:

  • descontos em compras a partir de um certo valor;
  • acúmulo de pontos para troca por outras mercadorias;
  • descontos em lojas e estabelecimentos parceiros (negocie com lojas próximas);
  • brindes exclusivos, conforme o valor gasto.

Da mesma forma, procure estimular o pagamento com cartão de crédito, que é sempre muito mais garantido para quem vende. Você poderá implementar as mesmas ações de incentivo ao pagamento à vista, fazendo adaptações conforme suas próprias demandas e limitações.

Crie sanções

Seria perfeito se, apenas na base do incentivo, fosse possível espantar os maus pagadores. Infelizmente, para alguns casos, o mais eficaz é mesmo a medida punitiva, sempre focada, é claro, em educar aqueles que não fazem por merecer o acesso ao crédito.

Nesse sentido, sua empresa poderá estipular multas mais salgadas a cada mês que um pagamento permanecer em atraso. Desde que não venha a ferir nenhuma norma, poderá estabelecer taxas de juros altas o suficiente para desestimular possíveis devedores.

Outra medida, não propriamente punitiva, mas que pode ajudar a inibir a inadimplência, é deixar claro que possíveis atrasos poderão motivar ações de cobrança na justiça. Afinal, se o consumidor tem direitos, você também tem toda a liberdade de buscar pela esfera legal o ressarcimento pelo que lhe é devido.

Tenha um score de crédito

Uma vez que sua empresa tenha registros consolidados sobre seus clientes, é possível adotar uma outra medida interna para afastar os maus pagadores: o score de crédito. Como o nome já deixa explícito, trata-se de uma pontuação atribuída a cada consumidor de acordo com critérios próprios.

Você pode até mesmo seguir o modelo padrão, em que o score vai de 0 a 1.000. Assim, cada cliente recebe pontos, de acordo com a análise de fatores como:

  • dados atualizados no cadastro;
  • histórico de dívidas protestadas;
  • pagamentos feitos em dia;
  • histórico financeiro com a sua empresa.

Com o tempo, a tendência é de que seu score ganhe em acuracidade, ou seja, sua pontuação será cada vez mais reveladora sobre um bom ou mau pagador. Para garantir maior precisão, mais uma vez, a tecnologia é muito bem-vinda. Se tiver dúvidas, converse com um profissional de Tecnologia da Informação (TI), para saber como implementar esse tipo de solução.

De qualquer forma, é fundamental lidar com os maus pagadores o quanto antes e aplicar ações rápidas de cobrança. Evitar a inadimplência é fundamentalmente uma questão de tempo, portanto, é a sua presteza e disponibilidade que farão a diferença.

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