O que é change management e qual o papel dos CFO?

O que é change management, ou gestão de mudança, no universo empresarial em que é constante a necessidade de estratégias a longo prazo? De fato, negócios são feitos de ciclos, e é impossível que processos implementados há anos ofereçam os mesmos resultados.

Sem a mudança, é bem provável que a companhia entre em defasagem, fique para trás em relação à concorrência. O final dessa história é que a empresa, ou terá que correr atrás do prejuízo, ou não existirá mais.

Nesse contexto, devem ser considerados métodos que a ajudem a se adaptar às transformações tanto internas quanto externas. Logo, estratégias como o change management têm um papel fundamental, auxiliando não só o setor operacional como a gerência a estar preparada para mudar.

Entenda como essa estratégia é cada vez mais necessária para diferentes setores, incluindo o financeiro.

O que é change management?

Mudanças são um passo importante para qualquer empresa. Seja por causa da necessidade de transformar a maneira como os produtos/serviços são feitos, seja para implementar novos métodos ou processos, elas acontecerão, independentemente da situação do negócio. Contudo, o que diferencia o sucesso do fracasso é justamente como essa transformação será gerenciada. É aí, que entra o change management!

Afinal, qualquer modificação, por mais benéfica que ela possa ser, ainda assim, gerará algum tipo de impacto. Investir em gestão de mudança é uma forma de reduzir e até se prevenir perante os efeitos negativos desse processo.

Dito isso, podemos dizer que o change management é uma metodologia estruturada que visa planejar e assegurar que qualquer mudança aconteça, além de garantir que os benefícios gerados sejam a longo prazo para o negócio.

Qual é o papel dos CFOs no processo de gestão de mudanças?

Ao longo dos anos, o papel do CFOs foi adquirindo uma importância maior para a gestão em geral da empresa. Não só porque eles estão relacionados diretamente às finanças, mas também porque as suas habilidades junto a outros setores, como o de TI, proporcionam uma nova visão sobre o uso da informação.

Os dados na nossa era são muito mais constantes e volumosos, principalmente, pelo advento de tecnologias como o Big Data. Então, é preciso profissionais cada vez mais capacitados para analisá-los — os CFOs fazem parte dessa categoria.

Eles estão constantemente analisando informações financeiras, já que para embasar e avaliar as novas ideias sugeridas são necessárias provas. Nesse sentido, o seu principal papel para a gestão de mudanças é mostrar para os outros setores como essas medidas trazem resultados reais e benéficos para a empresa, provando, por meio de estatísticas, que há a necessidade de transformação.

Quais são os benefícios para as empresas?

Basicamente, a gestão de mudanças é o guia para que a empresa consiga modificar seus processos com sucesso. Nesse sentido, é importante saber que o seu grau de alcance não se limita apenas à gerência, também, chega aos funcionários, fornecendo instruções sobre o que se deve fazer. Os outros benefícios desse tipo de estratégia são:

  • aumenta a inovação na empresa;
  • permite que os funcionários consigam operar de maneira mais rápida e eficiente, atendendo os clientes com agilidade, já que têm um sistema para guiá-los;
  • melhor controle de custos, principalmente para implementar mudanças na empresa;
  • potencializa melhores práticas para a liderança e os processos de trabalho;
  • reduz a ansiedade e estresse das equipes em relação à concretização da mudança;
  • reforça a organização nas atividades.

Como o change management pode ser implementado?

Não existe apenas uma maneira de introduzir o change management em uma empresa. Afinal, ele é uma junção de práticas e técnicas para que o processo de mudança seja o menos impactante possível. Porém, aqui apresentamos algumas etapas fundamentais para essa técnica.

Saiba como funciona

O primeiro passo é saber quais são os processos necessários para a mudança acontecer. Com esse objetivo, a gestão deve conhecer todas as etapas que envolvem essa transformação, incluindo o planejamento, de que forma isso funciona na prática, quais são os benefícios a médio e longo prazo e como isso impacta os setores etc.

Determine os recursos e a equipe

Com todas as informações adquiridas na primeira etapa, é possível começar a definir uma equipe e também determinar, mesmo que superficialmente, quais serão os gastos. Nesse sentido, é importante destacar que não só os custos em relação ao financeiro devem ser contabilizados, mas os materiais e o capital humano necessário.

Também é o momento de definir a equipe responsável por estruturar os processos da mudança, comunicar os setores e monitorar os resultados.

Invista na comunicação

No terceiro passo, já se imagina que a gestão tem o planejamento da mudança em mãos, assim como os nomes dos membros da equipe. Agora, é o momento de pensar de que forma se pretende comunicar os diferentes setores sobre a mudança. É muito importante que todos os funcionários estejam a par do que acontecerá com o negócio.

Porém, há uma ressalva nesse caso, pois existem informações que não são do interesse de todos e só dizem respeito a determinados setores. É preciso que ocorra uma separação desses detalhes.

Esteja preparado para os imprevistos

Mesmo com todo o planejamento estruturado, é impossível que tudo ocorra 100% como planejado. Imprevistos acontecem, ainda mais quando a gestão de mudança lida muito mais com o capital humano do negócio do que exatamente com os processos automatizados.

Sendo assim, o monitoramento das ações é fundamental, não só para perceber e controlar os possíveis desvios, mas analisar constantemente quais são os resultados do que já foi implementado.

Você viu até aqui o que é change management e como essa estratégia junto ao trabalho dos CFOs pode ser crucial para melhorar os processos do negócio. É importante destacar que transformações, sejam elas de qualquer origem, sempre trazem algum impacto na rotina. Cabe aos métodos, como a change management, trazer maneiras seguras e organizadas de lidar com essas consequências, proporcionando a equipe uma reação melhor aos momentos de transição.

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