Como elaborar o planejamento financeiro e orçamentário para 2020

O planejamento financeiro e orçamentário é indispensável se você não quer que seu negócio corra riscos em 2020. Afinal, empreender ou gerir uma empresa implica sempre expor-se a algum tipo de ameaça, o que não quer dizer que elas não possam ser evitadas, certo?

Nesse sentido, segundo um relatório da PwC, 80% dos profissionais de finanças alegam que a exatidão das previsões é essencial para o negócio.

Mais uma vez, planejar-se não significa que seu empreendimento estará totalmente livre das ameaças externas e internas. O que se busca, na verdade, é antecipá-las de maneira que seus impactos nas finanças sejam minimizados. Vamos ver como isso tudo funciona? Continue a leitura e confira.

Defina as diretrizes estratégicas do próximo ano 

Empresas devem ser orientadas por metas ou ficarão ainda mais expostas às oscilações em seus mercados. Isso porque, quando não se tem objetivos, não há um foco para as atividades e, assim, a tendência é de perda de qualidade e, em última instância, de competitividade. 

Dessa forma, a definição das metas estratégicas é indispensável para manter o negócio sempre em uma direção. Elas equivalem às diretrizes estratégicas, que consistem em traçar um destino ao qual se pretende chegar.

Nesse caso, vale aplicar ferramentas para análise situacional como forma de preparar o terreno para então definir os objetivos. Uma delas é a PDCA, acrônimo que significa:

  • P — Planejar (Plan);
  • D — Executar (Do);
  • C — Verificar (Check);
  • A — Agir (Act).

Comece planejando o que você pretende para seu negócio no próximo ano. Levante as possibilidades em equipe, avalie o que pode melhorar e elabore um plano de ação. A partir disso, aplique o ciclo PDCA continuamente a fim de verificar se suas diretrizes estratégicas estão de fato sendo atingidas ou se a empresa está se afastando delas.

Separe os grupos de despesas ou receitas

Uma vez que sua empresa esteja no rumo determinado para cumprir as metas, deverá acompanhar a parte operacional de suas atividades. Uma forma de fazer isso é controlando de perto o fluxo de caixa, que consiste no registro de todas as entradas e saídas financeiras.

Aqui, vale um alerta: para controlar efetivamente esse movimento, é altamente recomendável utilizar um software desenvolvido com essa finalidade. Fluxos de caixa controlados manualmente representam um risco, já que a interpretação dos dados que ele apresenta fica comprometida pelas evidentes limitações humanas na hora de estruturá-los. Por isso, prefira sempre o apoio da tecnologia e, claro, de um contador ou especialista em finanças para apoiar a análise de seu fluxo de caixa.

Dito isso, o controle das entradas e saídas financeiras pode ser otimizado destacando grupos de despesas. Por exemplo: você pode criar uma categoria chamada transporte, na qual entram despesas com combustíveis, manutenção e passagens aéreas. Faça isso em sequência, categorizando os gastos e as entradas.

Paralelamente, não deixe ainda de acompanhar a evolução de suas finanças por meio do cálculo do EBITDA, ou LAJIDA, na versão em português do acrônimo. Seu significado é Lucros Antes dos Juros, Impostos e Amortizações e serve para medir o quanto a organização lucra de fato, sem contar com as despesas referidas. Use-o, ainda, como instrumento de valuation, já que ele mostra a real capacidade que seu negócio tem de gerar receitas.

Determine as metas financeiras para o período

Paralelamente à definição das diretrizes estratégicas, é fundamental que a empresa se dedique a determinar metas financeiras para o período. Nesse caso, vale cuidar também da gestão tributária, que definirá estratégias de elisão fiscal, escolha de regime tributário e outras de igual relevância.

Em relação às metas financeiras, estipule Indicadores-Chave de Performance (KPI) para avaliar se o planejamento financeiro e orçamentário está no rumo certo. Sendo assim, a primeira ferramenta a ser usada ao determiná-las é a análise SMART:

  • S — Específicos (Specific): definir uma meta de 10% de lucro em um mês é diferente de lucrar o quanto vier, certo?;
  • M — Mensuráveis (Measurable): metas financeiras devem ser mensuráveis, portanto faça isso calculando o progresso em termos percentuais;
  • A — Atingíveis (Attainable): não dá para esperar 100% de aumento nas receitas se nem 20% foi alcançado;
  • R — Realistas (Realistic): o mesmo raciocínio se aplica nesse item, logo suas metas devem ser traçadas respeitando as forças e limitações de sua empresa;
  • T — Temporizáveis (Time-bound): tempo é dinheiro, por isso metas financeiras devem estar sempre vinculadas a um período para serem atingidas.

A partir da análise SMART, você pode incluir metas financeiras do tipo:

  • aumento da receita líquida;
  • aumento nas vendas de um produto ou serviço;
  • aumento da receita bruta;
  • redução de custos;
  • capital de giro;
  • margem de lucro.

Faça uma análise de sua receita

Não há planejamento financeiro e orçamentário que funcione quando a empresa não consegue analisar suas receitas pelo seu lucro e faturamento. A esses dois, podemos ainda acrescentar a rentabilidade, uma outra dimensão das receitas pela qual se mede o quanto um ativo gera de lucro em um determinado período.

Essa distinção é importante porque é possível que um produto gere um bom faturamento, mas, na hora de pagar pela sua produção, transporte e armazenamento, seu lucro seja mínimo. O contrário também pode acontecer, ou seja, uma mercadoria apresentar faturamento baixo e uma margem de lucro mais alta em função de custos menores.

Para essa análise, vale fazer o cálculo do custo total, no qual você multiplica o custo de produção pelo volume de produtos vendidos. Repare que, nessa conta, só vão entrar os custos que antecedem a venda. Sendo assim, não devem ser computados gastos como comissões, entregas e outras despesas de pós-venda. Por fim, avalie também suas receitas pela sua rentabilidade em valores percentuais. Para isso, aplique a fórmula:

Rentabilidade = (lucro líquido/investimento) x 100

Acompanhe a evolução desse indicador, medindo a rentabilidade por períodos mensais, trimestrais e anuais. Dessa forma, você vai verificar a performance de um produto ou serviço em cada uma dessas unidades de tempo.

Há muito mais para se aprender, no entanto, com o que você viu aqui, já é possível começar o planejamento financeiro e orçamentário do jeito certo. 2020 está chegando, por isso é hora de arregaçar as mangas e trabalhar firme para ter muito sucesso.

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