O CFO preparado para transformação digital

Assunto muito discutido, seja nos congressos de tecnologia, de negócios, de gestão de finanças, de gestão de pessoas, seja no dia-dia das empresas, no happy hour ou até com os filhos em casa, mas afinal, até que ponto a transformação digital realmente está afetando na nossa vida?

Como escreveu o futurista americano Alvin Toffer: “O analfabeto do século XXI não será aquele que não sabe ler nem escrever, e sim aquele que não sabe aprender, desaprender e reaprender”.

Confesso que, mesmo atuando na área de inovação e tecnologia, passamos boa parte do tempo assustados com as novidades. Buscamos por inovações dia após dia, mas a cada nova palavra, a cada nova sopa de letrinhas (IA, IOT, wearables, insidebles, ML, VA, blockchain, fintechs, analytics, redes neurais, chatbots), a cada novo conceito aplicável, sem falar da geração millenium, que já está aqui, vejo que nosso desafio só aumenta.

As vezes me vejo naquela cena de comédia onde temos duas pessoas correndo de uma fera faminta, que certamente irá alcançá-las, e a única opção lógica para escapar seria correr mais do que o amiguinho ao lado…
Olhando para fatos e dados, fica evidente que a velocidade da transformação (da fera que nos persegue) é grande, e o impacto já é forte na maioria das indústrias (segmentos de negócio) e uma função tem papel fundamental neste processo, que é o CFO (Chief financial Officer).

Segundo a Ernst&Young, em 2005 tínhamos 500 milhões de dispositivos conectados a internet, em 2015, 8 bilhões, em 2020 teremos 50 bilhões, em 2030 a previsão é de 1 trilhão de dispositivos (quando falamos de dispositivos, considere os IOTs e outros dispositivos conectados). É isso mesmo!

Imaginemos também que hoje a TESLA já consegue prever um acidente automobilístico dos carros auto dirigíveis em frações de segundos, que o EHANG, que é um helicóptero autodirigível, já está em testes finais, que os trens da HYPERLOOP estão em testes nos Emirados Árabes, flutuam a 1300 km/h (New York a Washington em 29 minutos) e deve estrear em 2020.

Mas voltemos ao planeta terra… quer dizer, voltemos dois anos até os dias atuais. O que o CFO de sua empresa já pode usar agora, em 2018 ou no planejando para curto prazo?

A Inteligência Artificial (AI) sim, pode desde já ser utilizada, seja aproveitando algoritmos já existentes, como os dispositivos que já estão prontos, nas tecnologias empregadas para melhor utilização de dados já estão disponíveis. Alguns exemplos, como Google em suas plataformas, que já usam tecnologias inteligentes (mesmo num simples e-mail com inteligência para ganhar tempo), a IBM, com o Watson, está entrando no mercado brasileiro e aprendendo cada dia mais com nossa linguagem natural, a Amazon com fortes investimentos em Machine Learning (ML), a Microsoft com plataformas abertas e tecnologias de convergência para Inteligência Artificial.

Como ponto básico para o sucesso em qualquer ação de transformação digital é, na prática, aplicação de plataformas de comunicação mais assertivos e com melhor amigabilidade para nova safra de usuários. Os chamados Omni Channel, podem ter aplicação imediata, com um nível de personalização para tratar seu cliente como cliente e não como um robô.

Já temos boas ferramentas disponíveis com maturidade para emprego em vários tipos de interação e experiência do cliente na nossa empresa. Podemos contar com sistemas adaptados ao aprendizado, com possibilidade de ajustar parâmetros para uma próxima interação com os clientes, usando melhor os dados criados com a quantidade enorme de dispositivos conectados que temos hoje em dia.

O CFO pode ainda direcionar alguns desafios que vão além do digital, usando digital como canal, seja para impulsionar o interesse dos devedores, uma vez que cada cliente tem em média três dívidas e muitos até desconhecem suas dívidas, seja para interagir com devedores por diferentes canais pois temos 1,3 celulares por habitante no Brasil e 68% pré pagos, todos com bloqueio de chamadas (https://www.somosglobal.com.br/sem-categoria/como-gerar-valor-atraves-da-tecnologia-na-recuperacao-de-creditos).

Outra tarefa da área financeira seria de apoiar na adequação da oferta com poder de compra e ajudar na manutenção do relacionamento com o cliente pagador e com o cliente não pagador.

Nós da Global estamos à disposição para ajudar o cliente a encontrar o melhor caminho. Vamos juntos nesta caminhada?

Escrito por Robson Garcia
Gerente de Planejamento, Processos e Inovação.



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