7 dicas para reduzir o risco de crédito da sua empresa

As pesquisas revelam uma realidade preocupante. O risco de crédito no Brasil é cada vez mais alto em função da alta inadimplência. São 62 milhões de pessoas impossibilitadas de continuar comprando a prazo, por não conseguirem honrar seus pagamentos parcelados.

O prejuízo total para a economia do país é de mais de 90 bilhões de reais, quase o valor de todas as riquezas produzidas pelo Paraguai, nosso vizinho sul-americano. Dessa forma, os tempos exigem que as empresas se previnam da inadimplência, por meio de soluções no sentido de evitar a concessão de crédito a quem não pode pagar.

É disso que trataremos na sequência deste post. Acompanhe com a maior atenção!

1. Solicite a documentação

O estelionato é um dos crimes mais comuns no Brasil. Trata-se de um atentado contra o patrimônio, no qual o criminoso obtém vantagem para si, induzindo a outra parte ao erro.

Trata-se de um risco para o comércio em geral, tendo em vista que esse é um tipo de conduta que cresce até mesmo em regiões fora das grandes metrópoles brasileiras. Por isso, quem trabalha com risco de crédito precisa ter atenção redobrada quanto a esse comportamento fraudulento.

Solicitar a documentação antes de uma venda a prazo é a primeira medida que você deve adotar para evitar ser vítima da má-fé. Ao verificar os papéis, confira atentamente se o que foi apresentado não tem marcas de adulteração. Se preciso, compare com versões de documentos legítimos, para garantir sua autenticidade.

2. Consulte os órgãos de proteção ao crédito

A venda a prazo é uma necessidade, tanto para quem vende quanto para o consumidor. Diante disso, é fundamental a existência de órgãos de proteção ao crédito, que atuam como guardiões de lojistas, atacadistas e todos os que vendem de uma forma geral. 

Sendo assim, a recomendação é que você jamais deixe de consultar os registros destas entidades em toda venda a prazo.

3. Busque o histórico do comprador

Até agora, as medidas destacadas para reduzir o risco de crédito não demandam um esforço contínuo por parte da sua empresa. Contudo, é possível que você mesmo desenvolva o seu próprio sistema de proteção, desde que mantenha um banco de dados sobre seus clientes.

Partindo de informações sobre o relacionamento que cada comprador tem com a sua empresa, com o tempo é possível formar perfis. Você perceberá que existem aqueles que pagam em dia, enquanto outros recaem na inadimplência com maior constância.

Perceba que, em alguns casos, é possível que o comprador não apresente qualquer irregularidade com seus documentos, tampouco tenha o nome sujo. Entretanto, se uma consulta ao seu banco de dados revelar que, no passado, ele foi um mau pagador, então, será possível evitar uma nova “recaída”.

4. Mantenha o histórico dos clientes

Além das informações comerciais, também é útil que a sua empresa mantenha atualizado o histórico de seus clientes. Procure manter sempre em dia informações e dados sobre clientes que sejam empresas, se está ou não inscrita na dívida ativa, e tudo que possa revelar um perfil de má pagadora. Um endereço inexistente ou falso, em geral, indica atividades suspeitas.

Entenda que um cliente que foi bom pagador no passado pode estar passando por dificuldades agora, por causa de redução nas receitas, perda de clientes, defasagem e outros motivos. Como solução, existem ferramentas online que realizam varreduras em cadastros públicos, atualizando dados de clientes com CNPJ automaticamente. Falaremos sobre isso com mais detalhes no tópico sobre tecnologia.

5. Envie lembretes de pagamento

Quem vende parcelado conhece muito bem o sentido da expressão “bola de neve”. Quanto antes um pagamento em atraso for feito, menores serão os juros e taxas cobradas em decorrência do desrespeito aos prazos.

Portanto, quanto antes seu cliente for alertado, maiores serão as chances de que sua empresa receba o que lhe é devido, sem atrasos. Do contrário, se uma dívida se arrasta demasiadamente, então, a negociação ganha em complexidade, afinal, todos nós temos despesas fundamentais, certo?

Enquanto uma parcela deixa de ser paga, outros pagamentos continuam a ser feitos normalmente pela empresa em inadimplência. Assim, a bola de neve vai aumentando, com enormes prejuízos para o seu negócio. Em resumo, tempo é um fator extremamente decisivo, no sentido de mitigar o risco de crédito. Procure se antecipar e não deixe a bola de neve se formar.

A Global, nesse aspecto, tem soluções sob medida para você se antecipar. Afinal, prevenir é sempre muito melhor do que remediar, concorda?

6. Peça referências

Outra maneira de evitar o mau pagador do tipo empresa é solicitar referências que possam respaldar pedidos de crédito. Aqui, vale buscar por opiniões de fornecedores, antigos clientes ou parceiros de negócios.

A intenção, nesse caso, não é sondar com terceiros se ele honra seus compromissos, mas deixar claro que só quer validar sua boa reputação. Tudo, claro, respeitando o sigilo e sem expor pessoas a constrangimentos. De qualquer forma, quem não deve, não teme, então vale uma busca no mercado antes de fechar negócio.

Outro tipo de consulta válida pode ser feita nos fóruns virtuais de defesa do consumidor, redes sociais e sites. Faça ainda uma pesquisa ampla, para verificar se o CNPJ está regularizado junto à Receita Federal. Assim, você evita golpes, usando números de empresas já extintas ou de fachada.

7. Utilize a tecnologia

Quanto maior for o seu banco de dados, maior será a demanda por tecnologia. Não é possível manter um cadastro higienizado e sempre atual manualmente. Por isso, não há alternativa que não seja a adoção de softwares desenvolvidos com esse propósito.

Uma base de dados consistente, como você viu, é fundamental para aumentar a segurança em suas operações de vendas a crédito. Não se trata apenas de guardar informação, mas de cruzar dados para que a análise de risco de crédito seja a mais completa possível. Em se tratando de vendas no segmento B2B, toda atenção é pouca no sentido de reduzir o risco de crédito.

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